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João 14:6 | Jesus disse: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida." Envie um e-mail para o Pastor Sérgio Adicione esta página no seu Favoritos
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ATOS DOS APÓSTOLOS / CAP. 22

Discurso de Paulo em sua defesa

Leia os comentários seguindo a seqüência dos textos, conferindo versículos por versículos. Obs. Os textos bíblicos é o que edifica.

Atos 22: 1— Irmãos e pais; ouvi agora minha defesa diante de vós.

 No meio do tumulto o apóstolo Paulo estava calmo e senhor de si (Jr 39: 18; Jr 45: 5; Nm 23: 19- 23). Senhor de si aqui não é confiando no seu EGO ou na sua capacidade humana de enfrentar as lutas (Jr 17: 5; Is 30: 1; I Jo 4: 6), mas sim confiante naquele que o chamou (Sl 125: 1; Mt 8: 23- 26; Sl 91: 1). Paulo dependia totalmente da Palavra do Senhor Jesus (Jo 7: 16- 17; Sl. 119: 105; Jo 6: 68). Ele estava confiando plenamente naquele que o tinha chamado (Atos 9: 1 – 15; Atos 18: 9- 10; Mt. 28: 18 – 20). Seus pensamentos permaneciam em Deus (Cl. 3: 1- 2; Gl 2: 20; II Co 4: 6- 7) ele sabia que os anjos de Deus estavam ao seu redor (Ex 23: 20; Sl 34: 7; Sl 91: 7- 11). Com todo o Reino de Deus estando ao nosso favor (Lc 22: 29; Lc 12: 32; Lc 17: 20- 21; Mt 6: 25- 33; Jr 33: 3; I Co 2: 9), há momento em nossa vida em que necessitamos nos defender (Jó 13: 6; I Co 10: 13; Atos 22: 24-25; Rm 8: 33; Atos 22: 26- 28). Paulo tinha a seu favor o Reino de Deus (Atos 16: 25- 26; Atos 19: 11- 12; Atos 20: 7- 12), mas naquele momento precisava se defender (Lc 21: 15; Atos 6: 8- 10; Jo 14: 26; Jo 16: 7- 14). Paulo inicia a sua defesa chamando a atenção dos irmãos, ou seja, os primeiros que deveriam compreender e aceitar o seu testemunho eram os que se diziam povo de Deus (Atos 3: 25- 26; I Pd 4: 17; Hb 10: 25- 38). Os filhos da terra deveriam estar atentos ao seu testemunho (II Co 11: 22; Atos 26: 4- 14; Jo 4: 19- 22). O texto fala de pais; pais aqui são os anciãos da igreja (Atos 21: 17- 18; Gl 2: 8). Irmãos e pais nos lembram família (Ef 5: 22- 33; Ef 6: 1- 4; Ef 3: 14- 15; Is 62: 2; Lc 1: 26- 31; Atos 4: 12; Fp 2: 9- 11). Os que tinham família também deveriam estar atentos a pregação do apóstolo Paulo (Pv 22: 6; Atos 24: 11- 14; Atos 16: 31- 33; Sl 128: 1- 6). Os judeus ao rejeitar Jesus, e também aqueles que foram enviados por Deus, estavam rejeitando o seu próprio sangue (Mt 21: 33- 39; Mt 23: 34- 39; Lm 1: 16). Jesus era judeu da tribo de Judá (Hb7: 11- 14; Ap 5: 1- 5; Gn 49: 8- 10; Dt 18: 15- 19; Atos 3: 22- 23) e Paulo era judeu da tribo de Benjamim (Fp 3: 1- 5; Dt 32: 12; Gn 49: 27; Gn 35: 16- 18). Embora nesse tempo as tribos tivessem se dispersado, em causa na justiça eles recorriam à descendência para se justificarem (Tg 1: 1; Ap 7: 1- 8; Rm 11: 25- 26).

Atos 22: 2— Quando ouviram que ele falava em língua hebraica, fizeram silencio ainda maior. Ele continuou:

 Paulo falava seis idiomas: Paulo falava Hebraico, aramaico (língua comercial usada na Judéia), siríaco, turco, grego e latim (I Co 14: 18; Gn 11: 1- 9a; Ne 13: 23- 24). Até então a multidão não sabia que Paulo era hebreu (Atos 21: 27- 28 e 38). Falando na língua hebraica, Paulo estava falando de hebreu para hebreus (II Co 11: 22; Ez 3: 5; Jr 7: 25). Paulo era filho da terra e fazia parte da mesma família (Fp 3: 2- 5; Atos 26: 4- 5; Mt 23: 1- 2). A multidão já estava em silencio, mas ao ouvirem Paulo falar hebraico ele fizeram um silencio maior (Sl 46: 10; II Cr 20: 17a; Ex 13: 14). Ao falar em hebraico Paulo ganhou autoridade para falar (I Co 14: 10; Ap 3: 6; I Co 14: 11; I Co 2: 15). Logo eles perceberam que Paulo não era qualquer um (Atos 9: 15; Gl 1: 23- 24; Atos 22: 4- 5). Como Israel possuía muitos inimigos (Zc 8: 10- 13; Gn 12: 1- 3; Gl 3: 8- 14; Ef 1: 13), a língua hebraica era usada somente por judeus (Jo 19: 19- 20; Atos 26: 14). A língua que era usado fora do país era o grego (Atos 21: 37; Atos 11: 19- 20; Rm 1: 14- 16). Ao ouvirem Paulo falar em língua hebraica a multidão de judeus que o acusavam logo soube que Paulo conhecia religião (Atos 26: 4- 14). O crente tem que falar uma língua que o povo entenda; se pretendemos pregar o evangelho, e levar multidões a Cristo, temos que falar uma língua ou linguagem que o povo entenda (Atos 2: 1- 8; I Co 14: 33; I Co 13: 11; I Co 14: 20). Paulo não costumava se calar (Atos 18: 9- 10; Lc 19: 40; Is 62: 1- 2; Lc 1: 26- 31; Atos 4: 12; Fp 2: 9- 11). Ele era um homem que conhecia lei romana (Atos 16: 19- 39) e também a lei judaica (Atos 24: 10- 13; Atos 21: 27- 28; Jo 8: 44). O crente tem que ter o conhecimento da lei de Deus (Rm 10: 4; Gl 6: 2; I Jo 3: 16- 18; Lc 10: 25- 37), mas também da lei dos homens (Rm 13: 1- 3; Mt 22: 15- 21; Mt 5: 20; Ap 20: 15). Haverá momentos em nossa vida que precisaremos ter o conhecimento da lei dos homens (Lc 12: 58; I Jo 2: 1; Dt 29: 29); para nos defender dos homens (Atos 23: 30; Atos 25: 13- 16 e 27) e perante o próprio homem (Mt 5: 13- 16; Mt 22: 15- 21; Mt 17: 24- 27).

ATOS 22: 3— Sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas fui criado nesta cidade. Aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como agora o sois todos vós.

Paulo era judeu por descendência (Atos 26: 4), cumpriu a lei desde quando tinha oito dias de vida (Fp 3: 5a; Lc 2: 21; Lv 12: 1- 3; Jo 7: 19- 22; Gn 17: 9- 12). Os pais de Paulo eram judeus da tribo de Benjamim (Fp 3: 5b; Dt 33: 12a; Mt 3: 13- 17; Dt 33: 12b; Atos 18: 9- 10). Paulo não era judeu por adesão (Atos 13: 43), ele era um judeu genuíno: Hebreu de hebreus (Fp 3: 5c; II Co 11: 22; Rm 9: 13; Ex 32: 32; I Co 9: 16; Atos 9: 16; I Tm 1: 12- 14). Quando se tornou adulto e logo após o Bar Mitzvá se tornou fariseu zeloso da lei (Fp 3: 5b; Mt 23: 1- 2; Fp 3: 7; Jo 12: 26). Paulo não nasceu nos territórios de Israel (Atos 9: 11; Atos 21: 39; Atos 9: 23- 30). Paulo nasceu em Tarso Cilícia, cidade de possessão romana (Atos 22: 25 e 28). Paulo era judeu por descendência, mas romano por nascimento (Atos 22: 26- 28). Paulo nasceu em Tarso, mas foi criado em Jerusalém (Atos 26: 4; Sl 137: 5; Sl 122: 6; Is 52: 1- 3; Is 53: 1- 12; Is 55: 1; Ap 22: 17; Jo 7: 37- 39; Ez 47: 1- 9). Nesse tempo Paulo tinha um sobrinho que morava em Jerusalém, isto indica que parte da família ainda morava em Jerusalém (Atos 23: 12- 16). Quando Paulo ainda era muito jovem ele foi entregue para ser doutrinado e ensinado, a um dos mais respeitado mestre e doutor em teologia da época (Atos 5: 34; Mt 13: 52; Js 1: 8). Todos aqueles que eram entregue para ser criado aos pés de Gamaliel depois de formado eram extremamente zelosos da lei (Gl 1: 13- 14). Portanto mencionar Gamaliel e sua defesa foi relevante em sua defesa (Lc 21: 14; Ex 4: 11). Paulo em sua fala deixa claro em sua defesa: “Antes eu era como vocês”. Ou seja, assim como ele eram radicais na defesa de sua religião, Paulo também era (Atos 9: 1- 2; Gl 1: 13- 14; I Tm 1: 12- 13). A idéia era fazer os judeus entender que eles estavam errados no entendimento com respeito ao Cristo (Jo 8: 43; Lc 22: 67; II Co 13: 8). Paulo no passado pensava como aqueles que estavam o acusando (Atos 9: 3- 4; Atos 26: 9- 12; I Co 15: 9). O Cristo que eles esperavam já tinha vindo (Jo 4: 25- 26; Jo 9: 35- 39; I Co 2: 9; Cl 2: 2- 3). Jesus o filho do carpinteiro de Nazaré (Mt 2: 19- 23) que eles mesmos crucificaram anos atrás (Mt 27: 11- 26) estava vivo (Ap 1: 17- 18; Atos 7: 55- 56; Atos 18: 9- 10). Paulo agora era uma de suas testemunhas (I Tm 2: 5; I Co 15: 1-8; Gl 1: 11- 16; Is 44: 8; Atos 1: 8). 

Atos 22: 4— Persegui este Caminho até a morte, prendendo e lançando em prisões homens e mulheres,

Paulo antes do encontro com o Senhor Jesus (Atos 7: 55- 58; Atos 8: 1; Atos 9: 1- 2) era um religioso como aqueles que o estavam acusando (I Co 15: 9; Gl 1: 13). Ele via Jesus como um inimigo do judaísmo (Atos 26: 9; Jo 15: 18- 21; I Tm 1: 12- 13). Paulo foi um terror para a igreja no seu inicio (Atos 26: 11; Sl 94: 9; Atos 9: 10- 16). Ele sentia orgulho daquilo que fazia e acreditava que estava agradando a Deus (Os 4: 6a; Jo 16: 1- 2; Atos 26: 10; Atos 7: 58). Paulo achava que tinha plena aprovação de Deus para destruir o Caminho (Atos 24: 14- 22), mas não tinha (I Co 8: 2; Jó 5: 12- 13a). O caminho que Paulo perseguia até a morte ele não podia matar (Ap 1: 17- 18; Rm 14: 9; I Pd 3: 18- 19; I Co 15: 20). O caminho que Paulo perseguia não se escrevia com letra minúscula, mas sim com letra maiúscula (Is 35: 8; Atos 19: 23; Fp 2: 9- 11). Tu Senhor és o Caminho a Verdade, e a Vida (Jo 14: 6). Tu Senhor és o Caminho que igreja seguiu (Is 35: 1- 8; Atos 19: 23), o Caminho que Saulo perseguiu (Atos 9: 4; Jo. 14: 6; I Tm 2: 5; Atos 4: 12) e Caminho que Paulo serviu (Atos 24: 14). Quando Saulo prendia os cristãos e lançava nas prisões e até mandava matar, ele estava atingindo a igreja de Cristo (Mt 16: 13- 19; Dn 2: 1- 44; Nm 23: 19- 21; Ap 19: 11- 16). Atingindo a igreja de Cristo ele estava atingindo o próprio Cristo (I Co 12: 12- 13; Rm 12: 4- 5; I Co 10: 17; Jo 6: 48). O segredo está no mundo espiritual (Ef 6: 10- 12; Ef 4: 27). Por trás dessa perseguição contra a igreja está Satanás e seus demônios (Lc 22: 31; Ap 12: 10; I Pd 5: 8). Por trás dos judeus e do judaísmo estava escondido o príncipe das trevas (Jo 13: 21- 27; Mt 26: 14- 16; Jo 14: 30; Mc 14: 43- 49). Satanás é o maior interessado na destruição da igreja (Mt 16: 13- 19; I Pd 5: 8; Mt 16: 20- 23; Mc 13: 37; Ef 4: 27). Saulo quando perseguia a igreja, ele estava fazendo a obra de Satanás (Pv 14: 12; Jo 10: 10a). Os judeus quando perseguiam a Paulo eles estavam fazendo a obra de Satanás (I Ts 2: 17- 18; Atos 21: 36; Ex 20: 13; Jo 8: 44).

ATOS 22: 5 — Como podem testemunhar o sumo sacerdote e todos os anciãos. Destes recebi cartas para os irmãos de Damasco, para onde me dirigi no propósito de trazer presos para Jerusalém os que lá estivessem para serem punidos.

Paulo era uma testemunha da verdade e convidava o sumo sacerdote e os anciãos á confirmarem isso (II Co 13: 8; Ef 4: 25; Atos 9: 1- 2). Este que estava sendo julgado pelo povo antes esteve a serviço da religião (Atos 26: 9- 12; Atos 9: 13- 14; Gl 1: 13- 14), mas agora estava a serviço de Cristo (Gl 1: 15- 16; Atos 9: 15; Atos 26: 13- 16; Atos 13: 43- 48). Por isso estava sendo julgado (Jo 15: 16- 21; II Tm 3: 12; II Co 1: 3- 5). Paulo tinha passado pelo processo do novo nascimento (II Co 5: 17- 19; Ef 2: 11- 16; Cl 2: 1- 15), e era isso que ele queria que eles entendessem (II Co 5: 20; Rm 2: 17- 29; II Co 5: 21; Is 53: 1- 12; Rm 5: 1- 21; Ef 3: 1- 10). A religião não fazia mais parte da sua vida (Fp 3: 5- 9; Gl 3: 1- 10; Gl 5: 1- 4; Hb 10: 32- 39). Ele não era mais um religioso (Is 29: 13; Mt 15: 7- 9; Ez 33: 31- 32). Paulo agora era um discípulo de Cristo (Atos 9: 15- 16; Is 48: 10; Mt 7: 13- 14). Paulo no passado havia recebido autoridade do sumo sacerdote para prender e matar os discípulos de Cristo (Atos 2: 22- 41; Is 60: 22; Atos 4: 1- 4; Ap 7: 9; Ap 20: 15). A carta que Paulo recebeu do sumo sacerdote que o autorizava a perseguir a igreja de Cristo o conduziu ao próprio Cristo (Atos 9: 1-15; Ec 1: 7). A igreja direciona o perdido á Cristo (Mt 11: 28- 30; Jo 6: 35; Ap 22: 17; Jo 7: 37- 39; Ef 2: 14- 18). Paulo não sabia, mas ao perseguir os cristãos ele estava indo direto para os braços de Cristo (Atos 9: 4- 5). Paulo não tinha como escapar de Cristo (Is 43: 13; Jó 42: 2; Jo 15: 16). Quando Paulo propôs em seu coração perseguir Jesus (Atos 26: 9), já era a alma de ovelha que clamava pelo Pastor (Sl 23: 1; Ez 34: 31; Jo 10: 11- 16). A alma presa por Satanás clamava pelo  Salvador (Sl 42: 5; Jó 19: 25; Sl 110: 1; Atos 7: 55- 56; Ap 1: 17- 18). Satanás por muitos anos tinha escravizado á mente de Paulo (Atos 9: 9; Mt 17: 21; Atos 9: 17- 18; Jo 8: 36). Satanás por muitos anos o induzira a pensar que Jesus era um agente do mau (Atos 26: 9; II Co 11: 3; Fp 4: 7- 8; Rm 12: 1- 2). Isto permanece até hoje: Os judeus e os muçulmanos até hoje acreditam que Jesus é uma obra de engano (Dn 9: 26; Mt 23: 38- 39; Mt 24: 35). Se Jesus é uma obra de engano todos os livros de Moisés também o são (Jo 5: 46; Dt 18: 15- 19; Atos 3: 22- 24).

Atos 22: 6 — Aconteceu que, por volta do meio dia, no caminho próximo a Damasco, repentinamente, uma grande luz do céu brilhou ao meu redor

A autoridade do homem vai até o limite determinado por Deus (Is 40: 22- 24; I Sm 2: 6- 8; I Sm 15: 17- 23). Aquele que pensa em ultrapassar este limite, certamente o encontro com a Luz fica inevitável (Jo 3: 19; Jo. 9: 5; Jo. 8: 12; Mt. 4: 16; Jo. 12: 35- 36). Quantos que como Paulo: Perseguiram esposas e filhos que se converteram (Mt 10: 21; Jo 15: 21), sem saber que estava perseguindo próprio Cristo? (Atos 22: 7; Atos 9: 4; Atos 26: 9; Mt 13: 37). Quantos que perseguiram pastores e incendiaram templos, sem saber que estava perseguindo o próprio Cristo? (Jo 16: 1- 3; Ef 6: 10- 12; Is 43: 8; I Co 2: 15). Paulo estava em trevas (Atos 9: 9 e 17- 18; Zc 4: 6; Atos 8: 29- 38; Atos 10: 29- 48; Atos 16: 6- 33). Quem persegue a igreja não está na luz, mas sim não suportando a luz (Jo 3: 20; Ef 5: 13; Hb 4: 13). Paulo quando ainda Saulo (Atos 9: 1- 2) seguia em sua missão a luz maior brilhou em seu caminho (Atos 9: 3; Jo 8: 12; Sl 36: Sl 119: 105) e o sol da Justiça resplandeceu em sua vida (Ml 4: 2; Ap 12: 1; I Co 15: 1- 9). Quando a luz maior brilha no caminho do homem, alguma coisa acontece (II Co 5: 17; Gn 1: 2- 3; II Co 4: 6- 7). Paulo nesse tempo estava cego por Satanás e tomado pelo ódio (Jo 15: 18; Lc 21: 17; Sl 25: 19; Jo 15: 19- 21). Nesse tempo Paulo ainda conhecido como Saulo, estava possuído pelo desejo de prender torturar e até matar aqueles que confessavam serem seguidores de Cristo (Atos 22: 19- 20; Atos 9: 1; Atos 8: 1). Segundo as escrituras Paulo não matou ninguém, mas esteve bem perto de matar (I Pd 5: 8; Ef 4: 27; Jo 10: 10ª). Indo pelo caminho, perto de Damasco, talvez bem perto de matar alguém, quando de repente: Um resplendor de luz que veio do céu iluminou a sua frente (II Sm 22: 29; Sl 89: 15; Sl 112: 4; Sl 139: 11- 12).

Atos 22: 7— Então cai por terra, ouvindo uma voz que dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

 Jesus queria uma explicação de Saulo e ele não tinha como explicar isso (Atos 24: 13; Jo 8: 46; Gl 1: 23- 24; II Co 13: 8; Atos 9: 5; I Tm 1: 12- 13; I Co 9: 16). Esta, não é com certeza mensagem que Jesus tem para sua igreja: A mensagem de Jesus para a sua igreja com certeza é outra (Ct 2: 10; Ap 22: 17; Is 55: 1- 2; Lc 14: 15- 23). Jesus chama Saulo pelo nome duas vezes (Hb 12: 6- 7; Pv 22: 6; I Jo 3: 18; Pv 22: 15; Pv 29: 15; Sl 128: 1- 3). Já fazia tempo que Jesus vinha acompanhando Saulo (Sl 94: 9; Atos 7: 55- 56; Atos 8: 1- Atos 22: 20). Jesus conhecia o coração de Saulo (Jr 23: 23- 24; Atos 9: 5; Atos 26: 9; Jr 17: 9). Jesus conhecia os caminhos por onde ele andava e o que vinha fazendo (Pv 14: 12; Jo 15: 1- 5; Jo 14: 6).  A vida de Saulo não estava oculta diante do Senhor (Mt 10: 26; Jó 34: 21; Sl 94: 9). Jesus só estava esperando o momento certo para apanhá-lo (Ec 3: 1; Is 49: 8; Atos 26: 1- 18). Com certeza, mais cedo, ou mais tarde, ele iria ter o encontro com Senhor (Amós 4: 12; Is 43: 13; Jó 42: 2). E o seu dia chegou: (II Co 6: 2; I Co 9: 16- 19; II Tm 4: 6- 8). Por muitos anos Saulo procurou Cristo (Jr 29: 11- 13; Jr 33: 3; Ap 3: 20). Como um louco furioso, varreu toda a região entrando nas casas, prendendo e torturando as testemunhas (Atos 22: 1- 4; Atos 26: 10- 11). Saulo queria Jesus, ele precisava encontrar Jesus (Atos 8: 1- 3; Atos 9: 1- 2). Saulo tinha um alvo, ele tinha um objetivo: Perseguir Jesus era o seu alvo e o seu objetivo (Atos 26: 9; Jo 15: 21; Lc 1: 26- 31; Mc 15: 17- 18). Perseguir Jesus para Saulo foi um bom negócio (Rm 4: 17b; Is 45: 7; Sl 18: 28). Saulo perdeu as forças e se viu diante da Luz (Jo 8: 12; Sl 119: 105; Sl 36: 9). Quão fraco ele era: Nesta hora o seu conhecimento, seus cursos teológicos, sua religião, seu nome, sua família, sua tribo e seu zelo pela lei e pelas doutrinas judaicas, tinham caído por terra; morrido junto com o seu velho homem (II Co 5: 17; Fp. 3: 1- 9; Gl. 1: 6- 16). Cair do cavalo às vezes se faz necessário (Pv 24: 16; Dn 12: 9- 10; Jó 14: 7- 9).  Saulo encontra Jesus, mas não consegue enfrentá-lo; cai por terra e ouve a voz do Senhor: “Saulo, Saulo, por que me persegues”? (Atos 9: 4; Jo 8: 43; Ap 3: 20; Jo 10: 1- 2; Pv 23: 26).

Atos 22: 8— Perguntei: Quem és Senhor? E ele me respondeu: Eu sou Jesus, o nazareno, a quem persegues.

Saulo no chão, depois de cair do cavalo pergunta: Quem és Senhor? Por que esperar o tombo para perguntar? Por que não perguntar antes de cair? Por que muitas vezes não dá tempo (Ec 12: 1- 7; Lc 12: 13- 20; Mt 6: 19- 21; Cl 3: 1- 3). Saulo nunca se interessou em verificar nas escrituras, se a pregação dos crentes tinha fundamento nas profecias (Atos 17: 11; Is 8: 20; Jo 5: 39). Saulo era conhecedor das escrituras, teólogo criado aos pés de Gamaliel (Atos 22: 1- 3; Atos 5: 34- 39). O conhecimento teológico o cegou (Atos 26: 9; I Tm 12: 13; Fp 3: 7- 8; Gl 1: 11- 12). Na visão dele não havia necessidade de verificar e nem perguntar nada; Jesus era inimigo da religião e pronto (Gl 1: 13- 14; I Co 15: 9; Atos 8: 1- 3; Atos 9: 1- 2; Atos 22: 1- 4; Atos 26: 1- 11). Para Saulo ainda deu tempo (Gl 1: 15- 16; Jr 1: 10; Atos 26: 1- 18). Ele caiu foi ao chão, mas luz resplandeceu em sua vida (Jo 8: 12; Gl 2: 20; I Co 11: 1). Você esta caído? Você está no chão porque quer (Pv 24: 16; Jó 14: 7- 9; Ed 10: 4; Ef 5: 14). Disse Jesus a Saulo: “Saulo, Saulo, você esta perseguindo a pessoa errada, esta perseguindo a igreja, as minhas fieis testemunhas” (Atos 22: 20; Ap 11: 3- 5; Ap 12: 12- 17; Ap 22: 17; Atos 5: 32; Atos 15: 28; II Co 3: 17).  Aquele ódio, aquela fúria, aquele desejo ardente de calar todos aqueles que falavam de Jesus, era o homem interior de Saulo que estava resistindo à voz do Espírito Santo (Rm 7: 18- 19; Gl 5: 16- 17; Gl 4: 29). Jesus tinha um plano com Saulo (Atos 9: 16; Gl 1: 15- 17; II Tm 4: 6- 8). Jesus queria transformá-lo no grande apóstolo que foi (Rm 11: 13; Atos 9: 19- 20; I Co 2: 2; Rm 15: 18- 19). Deus procura verdadeiros adoradores (Jo 4: 23- 24; Jo 3: 1- 8; Gl 2: 20; Rm 8: 1), e Saulo tinha as características de um verdadeiro adorador (Gl 1: 14; Fp 3: 4- 6; Atos 22: 3). Quantos que estão resistindo à voz do Espírito Santo e recalcitrando contra os aguilhões? Saulo estava resistindo; usando o ódio e a fúria (Atos 8: 1- 3; Atos 9: 1). Esta estratégia de Saulo o levou direto para a armadilha do Senhor (I Co 9: 16; Is 43: 13; Jó 42: 2). E, você quais os meio vai usar para resistir ao Espírito Santo? A própria Bíblia? O seu conhecimento humano de Deus? O seu conhecimento teológico? (Is 31: 1; Jr 17: 5; Atos 7: 51).

Atos 22: 9— Os que me acompanharam viram a luz, mas não entenderam as palavras daquele que falava comigo.

Algo de sobrenatural aconteceu diante daqueles homens (Is 29: 14; Hb 1: 5; Atos 13: 40- 41). Uma luz muito grande e intensa tomou conta do local (Atos 9: 3; Gn 1: 3; Atos 9: 17- 18; Atos 26: 11- 16; Mc 16: 16; Atos 2: 37- 38; Atos 8: 29- 38; Atos 10: 19- 48; Atos 16: 6- 33; Jo 3: 1- 5; Ef 1: 13). Os homens que acompanhavam Paulo pararam e ficaram espantados: Viram a luz (Jó 29: 3; Mt 5: 14), ouviram a voz (Mt 7: 24; Jo 14: 21), mas não entenderam nada daquele que falava com Saulo (Sl 25: 14; Sl 119: 11).  A conversa não era com eles, o assunto era entre o Rei dos reis, o Senhor dos senhores e Saulo (Ap 19: 11- 16; I Tm 6: 3- 16; Cl 1: 15- 23; I Co 15: 9- 57; Rm 5: 1- 21; Ef 2: 1- 16; I Co 1: 18- 24; Cl 2: 1- 3).  Você precisa saber: Tem coisas que é só para você ver e entender (Lc 10: 17- 24; I Co 1: 26- 29). Não adianta você falar e explicar (Atos 6: 9- 12; Atos 7: 51) os outros não vão entender (Jo 8: 43; I Co 2: 14- 15; Jo 3: 1- 8; Jo 4: 23- 24; Rm 8: 1) e acreditar (Is 53: 1; Is 6: 1- 10; Mt 13: 34- 35; Is 53: 1- 2). Os homens que acompanhavam Saulo ouviram a voz e não entenderam, viram a luz e não viram ninguém (Is 43: 8), assim é hoje (Is 29: 13; Mt 15: 7- 9). O Senhor fala de varias maneiras (Jó 33: 14; Hb 1: 1- 13; Sl 110: 1; Atos 2: 22- 36). Ouvimos a voz do Senhor pela boca dos seus pregadores e profetas (Sl 68: 33; Jr 6: 16- 17; Is 52: 7- 8; Is 50: 10). Eles estão nas ruas, nas igrejas, no rádio na televisão, na internet (Sl 19: 4; Pv 1: 20- 21; Ec 10: 20; Ct 2: 10- 13). Procuramos colocar em prática o que ouvimos, algumas vezes conseguimos, outras vezes não (Ez 33: 31- 32; Tg 1: 22- 24; Is 29: 13). A conversa é entre o Rei dos reis, o Senhor dos senhores e você (Ap 19: 11- 16; I Rs 18: 21; Mt 6: 24). É com você que o Senhor quer conversar, é com você que o Senhor quer tratar (Amós 4: 12; I Pd 1: 16; Cl 3: 1- 3; Mt 6: 19- 21). O Senhor tinha uma promessa para Saulo (Atos 26: 13- 18; Is 42: 6). O Senhor tem uma promessa para a sua vida, mas para isso você vai precisar passar por mudanças (Hb 4: 7; Mt 7: 24- 27; Jo 7: 16- 17). O conhecimento de Saulo precisava ser mudado (Fp 3: 8- 10; Gl 1: 11- 16; I Co 11: 1; Gl 2: 20). Saulo precisava ser renovado (Atos 13: 9; II Co 4: 16). Você precisa mudar o seu conhecimento, você precisa ser renovado no conhecimento (Rm 12: 1- 2; II Co 3: 6- 8; Jo 6: 63).

Atos 22: 10— Então perguntei: Que farei Senhor? E o Senhor me disse: Levanta- te, entra em Damasco, e ale te dirão tudo o que te é ordenado fazer.

Paulo perguntou e Jesus respondeu. Jesus responde perguntas: O que você quiser saber; pergunte para ele (Is 21: 11- 12; Jr 33: 3; I Co 2: 9). Ninguém pode fazer a obra deitado, ou sentado (Pv 6: 9- 11; Jó 12: 7; Pv 6: 6). Para Deus operar através do homem é necessário que este homem esteja em pé (Lc 21: 36; Ap 1: 17- 18). Saulo agora estava em pé diante do Filho de Deus. Aquele homem valente, feroz, cheio de ódio e fúria já não existia mais (Sl 51: 17; Atos 2: 37- 38; Atos 22: 11- 16). Saulo, o velho homem estava ficando em terra (Fp 3: 13; Hb 12: 1- 2; Sl 34: 5). Tremendo e apavorado Saulo se rendeu aquele que antes era o seu maior inimigo (Atos 26: 9; Jr 23: 29; Sl 119: 11). Jesus não usou a força e nem á violência (Zc 4: 6; Lc 9: 51- 56; Jo 3: 16- 17); a sua presença iluminou a vida de Saulo (Jo 8: 12; Sl 36: 9; Jo 5: 39; Sl 119: 105). A presença de Jesus fez a diferença (Jo 15: 1- 5; Lc 24: 13- 32; Mt 28: 18- 20; Atos 18: 9- 10). Neste momento Saulo já estava convertido (Lc 6: 45; Mt 5: 3; Gl 1: 15- 16). O nome ainda era Saulo, mas o coração já era o de Paulo (Ez 36: 26- 27; Rm 5: 1- 5; Jo 14: 26). A presença de Jesus converteu Saulo (I Tm 1: 12- 13; I Co 2: 1- 5; I Co 1: 18- 24; Cl 2: 1- 3). Humildemente, aquele que antes da queda era forte, poderoso, e soberano, pergunta: “O que farei Senhor”? As suas primeiras palavras já demonstravam a sua conversão (Atos 2: 37; Is 57: 15; Sl 51: 17). Jesus vivifica os mortos, e chama á existência as coisas que não são como se já se fossem (Rm 4: 17b; Gn 1: 2- 3; II Co 4: 6- 7; II Co 3: 6; Jo 6: 63). Para Jesus, Saulo já não existia mais, o homem era outro (II Co 5: 17; Rm 8: 1; Jo 4: 23- 24; Sl 101: 6). O que importa para Jesus é a conversão verdadeira (Lc 22: 31- 32; Dt 8: 1- 3; Is 55: 7). Jesus entrou no coração de Saulo (Ef 1: 13), transformou a sua vida (II Co 5: 17). Aquele homem que entrou em Damasco não era o mais o servo da religião (Atos 9: 1- 2 e 13- 14), mas sim o servo do Senhor Jesus Cristo (Atos 9: 15- 16; Jo 15: 16; Atos 26: 13- 18).

Atos 22: 11— Tendo ficado cego por causa do fulgor daquela luz, cheguei a Damasco conduzido pelas mãos dos que estavam comigo.

Observamos que todos foram atingidos do pela luz, mas só Paulo ficou cego (Atos 22: 9a). Aquela luz tirou a visão de Paulo por alguns dias (Atos 9: 9). O que entendemos é: Quando a verdadeira luz chega a nossa vida, toda a visão errada a respeito do Reino de Deus cai por terra (Atos 9: 17- 18; Atos 22: 16; Atos 8: 29- 38; Atos 10: 19- 48; Atos 16: 6- 33; Mc 16: 16). E todo nosso conhecimento teológico e religioso perde o sentido (Jo 8: 32 – 36; Gl 5: 1). Damasco se ergue junto ao oásis a um deserto sírio (Is 7: 8; Mt 4: 23- 24; Atos 15: 40- 41), a leste do monte Hermom (Sl 133: 1- 3; Dt 4: 44- 48). Na antiguidade, duas importantes rotas de caravanas se cruzavam nesse ponto: a Via Maris, que ligava a Mesopotâmia ao Mediterrâneo, e a via Reis que corria da Síria setentrional até a Arábia, e o mar Vermelho (Sl 106: 9; Sl 136: 13; Ex 14: 1- 9).  A ordem de Jesus para Saulo era: Levantar e entrar na cidade (Atos 9: 6; Jó 14: 7- 9; Ef 5: 14; Sl 34: 5; Hb 12: 1- 2). Jesus já deu uma ordem para você: O que você esta fazendo no chão? (Ed 10: 4; Mq 2: 10ª; Mc 16: 15). É de pé que se alcança a promessa (Sl 26: 12; II Sm 22: 33- 34). Caído, ninguém faz a obra (Jó 14: 7- 9; Jr 12: 5; Is 52: 7; Sl 126: 5- 6). Saulo já tinha encontrado aquele que ele tanto procurava (Atos 26: 9; Atos 9: 5; Is 43: 13; Jó 42: 2). Agora era só ficar em pé e seguir em frente (Fp 3: 13- 14; Gl 1: 15- 16; Atos 26: 1- 18). Saulo ficou de pé; abrindo os olhos não enxergou nada (Atos 22: 6 e 11). Em um resplendor de luz (Jo 8: 12; Sl 36: 9; Sl 119: 105), a vida de Saulo mudou (II Co 5: 17; Fp 3: 8; Gl 2: 20; I Co 11: 1). Saulo agora não dependia mais da sua visão (Sl 17: 8; Jo 15: 1- 5 Fp 4: 13; Rm 8: 33- 39). Uma pessoa quando perde a visão de repente, assim como Saulo perdeu, fica totalmente vulnerável (Atos 13: 1- 11; Ef 4: 27; I Pd 5: 8). Não depende mais de si (Tg 1: 13- 15; Jo 8: 34; Rm 7: 19- 20; Rm 12: 6- 14). No caminho de Damasco Saulo perdeu aquilo que ele tinha de mais importante; a sua visão: (Atos 9: 17- 18; Ef 1: 18; Ap 3: 17- 18). Sem a visão ele teria que depender de outras pessoas para chegar a Damasco (Jo 21: 18; Jo 6: 63; II Co 3: 6). Os seus companheiros guiando-o pelas mãos o conduziram a Damasco (Atos 9: 1- 2; Is 43: 8; Sl 146: 8; Atos 9: 18- 20; I Co 2: 2; Lc 6: 45).

ATOS 22: 12 – Um Homem chamado Ananias, piedoso conforme a lei, tendo bom testemunho de todos os judeus que ali moravam,

Encontramos na Bíblia, três Ananias: Hananias o falso profeta (Jr 28: 1- 17; Dt 18: 20; Gl 6: 7), Ananias o trambiqueiro (Atos 5: 1- 5; Amós 8: 5- 6; Ml 1: 14) e Ananias o verdadeiro discípulo de Cristo (Atos 9: 10; I Sm 3: 1- 10; Is 6: 1- 8). É deste que vamos falar: Ananias era um homem diferente, conhecido pela comunidade local como um homem bom e de bom testemunho (Mt 5: 13- 16; Mt 18: 7; Pv 23: 31). Mas não foi só por isto: Ananias era um homem conhecido de Deus (Jo 10: 27; Jo 12: 26; Pv 10: 7; Pv 22: 1). Foi usado para abrir os olhos de Paulo (Atos 9 17- 18) e mostrar- lhe, o bom e único Caminho (Jo 14: 6; Is 35: 1- 8; Atos 19: 23; Atos 24: 14). Era um judeu convertido e seguidor de Cristo (Atos 9: 10). Ananias era o testemunho do avanço da igreja de Cristo (Mt 16: 13- 18; Mc 16: 15; Mt 28: 18- 20). Ele fez parte dos cristãos que se dispersaram com a grande perseguição que se deu com a morte de Estevão (Atos 11: 19; Atos 8: 1- 3; Atos 22: 20). Ananias se instalou em Damasco (Is 7: 8). Qual a importância de Ananias? O texto diz: Um discípulo de Damasco chamado Ananias: Não podemos dizer qual era população de Damasco, mas acreditamos que era uma cidade populosa (Atos 9: 1- 2; I Co 8: 2; Atos 9: 21- 22; Gl 1: 23- 24). Já havia muitos crentes por lá (Atos 9: 19- 20; Atos 8: 1; Atos 26: 9- 10). Então por que Deus escolheu Ananias? Este certo discípulo era íntimo do Senhor (Sl 101: 6; Jo 23: 24; Rm 8: 1). Ananias era homem de confiança do Senhor (Atos 9: 10; Is 6: 1- 8; I Sm 3: 1- 10). Com a Palavra de Deus nós aprendemos: Deus quer ter um relacionamento íntimo com o crente (Jr 33: 3; I Co 2: 9; Jr 29: 11- 13. Deus teve um relacionamento íntimo com Abraão (Gn 18: 17; Is 41: 8; Tg 2: 23), Isaque (Gn 26: 1- 4), Jacó (Gn 28: 10- 15; Gn 32: 22- 30), José (Gn 37: 1- 28; Gn 39: 1- 23; Gn 40: 1- 23; Gn 41: 1- 57; Gn 42: 1- 38; Gn 43: 1- 34; Gn 44: 1- 34; Gn 45: 1- 28; Gn 46: 1- 34; Gn 47: 1- 7), Moisés (Ex 3: 1- 6; Ex 33: 12- 23; Nm 12: 1- 9), Josué (Js 1: 1- 9; Js 3: 1- 7; Js 6: 1- 2; Js 10: 1- 4), Davi (Atos 13: 17- 22; I Sm 15: 1- 18; I Sm 16: 1- 13; I Sm 17: 1- 50), com todos os profetas e apóstolos (II Pd 1: 16- 21; Ef 2: 19- 20). Jesus é a porta (Jo 10: 9; Sl 118: 20- 22) que se abre (Gn 28: 1- 13 e 17; Jo 1: 35- 51; Ap 3: 20), para que o crente, independente de que parte do corpo ele ocupe (I Co 12: 12- 27). Venha a ter está mesma intimidade com o Pai! (Hb 10: 19- 20; Hb 4: 14- 16; Ef 2: 11- 19; Rm 5: 1- 2).

ATOS 22: 13 – Veio procurar- me e, pondo- se junto mim, disse: Irmão Saulo, recupera a visão. No mesmo instante, recobrei a visão e olhei para ele.

Observamos que Ananias foi procurar Saulo, ou seja, foi profeta quem foi procurar o crente (I Sm 16: 1; I Rs 18: 1; Atos 21: 10- 11). Não é o crente que vai atrás das profecias, são as profecias que vão à busca do crente (Dt 28: 1- 2; Zc 1: 6a). Por isso entendo que o crente não deve ficar correndo de igreja em igreja em busca de profecias (Jr 14: 10; Mt 24: 23- 24). Quando Jesus quer falar, ou entregar algo para um determinado crente, ele vai fazer isso na igreja em que o crente congrega (Co 14: 32- 33; I Jo 4: 1; I Co 14: 29). Deus não tem dificuldade para se comunicar conosco (Jr 23: 23- 24; Sl 139: 7- 10; Is 40: 21- 23), nós que temos dificuldade para ouvi-lo (Jó 33: 14; I Rs 19: 1- 12; Sl 4: 7; Jo 12: 28- 29). Saulo estava aguardando alguma revelação da parte do Senhor (Atos 9: 6). Como ele esperou? Ele esperou jejuando (Atos 9: 9; Mt 6: 16- 18; c 2: 18- 20; Atos 27: 9) e orando (Atos 9: 11; Lc 18: 1; I Ts 5: 17; Dn 6: 10; Sl 55: 17). Era a primeira vez que ele falava com Jesus (Jó 42: 5; Atos 9: 1- 4; Hb 4: 7; Atos 26: 19; Pv 9: 10). Então podemos dizer que ele era um bebê que estava nascendo (Atos 9: 5- 6a; Mt 21: 16; Mt 18: 3). Os novos convertidos devem seguir o exemplo de Saulo: Este logo após conhecer o Senhor Jesus entendeu que a oração (Atos 16: 13a e 16a) e o jejum (II Co 11: 27; Atos 27: 9) eram fundamental para processo de sua libertação (Mc 9: 29). Jesus o mandou ficar em Damasco, ficar em oração e jejum foi opção dele (Gl 2: 20; I Co 9: 27; Rm 8: 1).

 Ele poderia ter ficado cego por muito mais tempo (Atos 13: 11; Ml 3: 18). Jesus não disse a ele quanto tempo era para ele ficar esperando em Damasco (Atos 9: 6b). Ele poderia ficar esperando por anos (Sl 90: 4; II Pd 3: 8; Ec 3: 1). E porque ele não ficou? Por quê? Por que ele fez mais do que foi mandado (Lc 17: 5- 10; Mt 25: 14- 16; Atos 6: 1- 5; Atos 8: 5, 6, 26, 29- 38; Ef 4: 11; Atos 21: 7- 8; Os 6: 3). Depois de três dias de oração e jejum, a resposta de Jesus chegou (Atos 9: 17). Ananias não conhecia pessoalmente Saulo (Atos 9: 13), mas depois de conversar com Jesus, ele entendeu: Saulo não era mais perseguidor da igreja (Atos 9: 14; II Co 5: 17; I Co 9: 16), mas sim membro desse corpo (Atos 9: 15- 16; Rm 12: 5; I Co 12: 12). A visão de Saulo estava nas mãos de um homem de Deus (Dn 12: 3; Is 35: 3- 5). A tua visão está nas mãos do próprio Deus (Jr 31: 34; Jo 14: 26; I Jo 2: 27; Is 54: 13). Ananias impõe as mãos sobre a cabeça de Saulo (Atos 9: 12; Mc 16: 17- 18; Mt 19: 13- 15; Atos 8: 18; Atos 13: 1- 3; I Tm 4: 14; Hb 6: 1- 2) e ordenou: “Irmão Saulo, recupera a visão”. No mesmo instante Saulo passou á enxergar (Gn 3: 3; II Co 4: 6; Jo 6: 63; II Co 3: 6). Depois de três dias sem enxergar o que ele quis ver foi rosto daquele homem de Deus; que cheio do Espírito Santo olhou para ele e o abençoou (Atos 22: 16; Jo 3: 1- 5; Mc 16: 15- 16; Atos 8: 29- 38; Atos 10: 19- 48; Atos 16: 6- 33; Mt 28: 19- 20). 

ATOS 22: 14 – Então ele disse: O Deus de nossos antepassados, de antemão te escolheu para conheceres sua vontade, e veres o Justo e ouvires uma voz da sua boca.

O Deus dos patriarcas: O Deus que se revelou a Abrão, a Isaque e a Jacó, é o único e verdadeiro Deus (Ex 3: 14- 15; Jo 6: 48; Jo 8: 12; Jo 10: 9 e 11; Jo 11: 25; Jo 14: 6; Jo 15: 1; Mt 28: 19; Fp 2: 9- 11). Tudo que temos (Sl 115: 16), e tudo que vemos (Sl 66: 5), foi nos revelado por este mesmo Deus (Rm 1: 18- 20; Gn 1: 1- 31; Gn 8: 22; Mt 5: 44- 45). O nosso Deus é o mesmo Deus dos antepassados dos judeus (Is 44: 8; Is 45: 20; Is 40: 18; Is 45: 21- 22; I Jo 5: 21; Sl 34: 5; Hb 12: 1- 2; Ap 1: 17- 18; Atos 7: 55- 56). Deus se revelou primeiro a eles (Atos 7: 2; Jo 8: 33; Gl 3: 7- 8). E Deus se revelou a nós através de seu Filho (Gl 3: 9- 16). Nós só conhecemos o Deus verdadeiro por causa do seu Filho Jesus (Jo 14: 6; Atos 4: 12; Ef 2: 1- 16; Rm 5: 12- 21). Se hoje nós temos acesso a presença do único e verdadeiro Deus é por causa de seu Filho Jesus (Hb 10: 19- 21; Hb 4: 14- 16). Paulo para ter acesso à presença o único e verdadeiro Deus ele precisou ter um encontro com o Filho de Deus, o Senhor Jesus (I Co 15: 1- 8; Atos 9: 1- 5; Jo 1: 1- 5). Jesus é a única Porta (Jo 10: 9; Sl 118: 20- 22; Is 29: 14; Is 28: 16; Mt 21: 33- 42; Sl 118: 23; I Pd 2: 6- 10; Cl 3: 15), o único Caminho (Atos 19: 23; Is 35: 8; Atos 24: 14) para judeus e gentios (I Co 12: 12- 13; Gl; 3: 27- 28), terem acesso ao único e verdadeiro Deus (Jo 12: 45; Jo 10: 30; Lc 10: 22- 24).
Paulo mencionado no texto pelo nome Saulo (Atos 13: 9a), não foi escolhido por acaso: Saulo foi escolhido por Deus muito antes daquele dia (Gl 1: 15; Is 49: 1; Gl 1: 16; Lc 9: 62).  Foi escolhido pra quê?  Você foi escolhido pra quê? Todos nós fomos escolhidos para conhecer a vontade de Deus (Gn 3: 15; Is 7: 14; Lc 1: 16- 31; Rm 16: 20; Atos 26: 31). E qual é vontade de Deus? A vontade de Deus é a nossa salvação (Jo 3: 16; I Tm 2: 1- 4; Atos 4: 12; Fp 2: 9- 11; I Tm 2: 5; I Jo 5: 21). Saulo era religioso (Fp 3: 1- 5; Gl 1: 13- 14), mas não era salvo (Jo 1: 12; Atos 26: 9). A religião não salva (I Tm 1: 12- 13; Jo 15: 5; I Tm 1: 14; Ef 2: 5- 8). Alem de receber á salvação (Atos 9: 15), Saulo foi escolhido para ver o Justo (Atos 9: 1-3; Gn 1: 2- 3; II Co 4: 6- 7). Você sabia que além de te salvar (Rm 10: 8- 13), Jesus quer que você o conheça pessoalmente? (Jo 14: 21). Saulo ouviu a voz que saiu da boca do próprio Jesus (Atos 9: 4). Têm muitos que recebem a promessa através de um versículo bíblico (II Co 3: 6; Jo 6: 63; Is 34: 16) e outros através de uma profecia (I Co 14: 1- 3; Atos 21: 8- 9; I Co 12: 1- 10). Mas tem aqueles que recebem pela boca do próprio Senhor Jesus (Jo 15: 16; II Co 5: 7). Não é o Senhor que escolhe seus íntimos (Atos 10: 34), mas é o crente que escolhe ser intimo dele (Atos 10: 1- 4; Sl 25: 14; Sl 101: 6; Atos 13: 22; Jo 4: 23- 24).

Atos 22: 15—Serás testemunha dele diante de todos os homens, daquilo que viste e ouviste.

Ninguém foi escolhido por Deus para gastar o seu salário mensal se especializando em conhecimentos teológicos sobre Deus e sua história (I Co 8: 2; Ec 12: 12; Jó 19: 23; Is 34: 16). Somos escolhidos para ser testemunha de Jesus diante dos homens (Atos 1: 8; Fp 3: 7; Atos 22: 3; Gl 2: 20). Saulo foi escolhido para ser o Paulo que nós conhecemos (Rm 11: 13; I Co 2: 2; Ef 3: 1- 10). E nós o conhecemos por quê? Por causa do seu testemunho (Atos 22: 18; Atos 23: 11; Atos 26: 13- 22; Atos 28: 23- 31). Paulo limitou- se a pregar somente Jesus Cristo (I Co 2: 2; I Co 3: 10- 11; II Co 10: 4- 5). Paulo foi chamado para falar daquilo que ele viu (I Co 15: 1- 8; Atos 9: 4). E o que ele viu? Ele viu aquilo que judeus recusavam a ver (Atos 7: 55- 57; Mt 18: 20). Saulo o grande perseguidor dos seguidores de Jesus, agora reconhecia que Jesus era o Cristo (Atos 13: 16- 27; Atos 24: 14; Atos 2: 36). Saulo viu Jesus vivo (Ap 1: 17- 18; Lc 24: 1- 5; Jo 14: 19). Ele viu Jesus, quando ele ainda era um fariseu (Gl 1: 13- 14; Atos 9: 1- 2). Paulo nesse momento era um ex-fariseu testemunhando no templo que Jesus estava vivo (Mt 10: 18). Alguém poderia alegar que  aquele que Saulo viu não era Jesus (Mt 14: 26). Saulo não só viu Jesus, como falou com ele (Atos 9: 5). Não era loucura de Paulo, ele era um conhecedor da lei e dos escritos de Moisés (II Tm 4: 13; Atos 15: 21; Gl 1: 14). Portanto ele sabia daquilo que Deus era capaz (Sl 106: 1- 12; Sl 136: 1- 26). Durante toda a sua vida ele viveu fariseu (Atos 26: 1- 5), e Deus até então jamais havia falado com ele (Jo 14: 6; Hb 10: 19; Jo 10: 9). Deus não fala com os fariseus (Mt 23: 1- 4; Lc 18: 9- 14). Saulo ouviu a voz do Senhor e não foi rebelde (Atos 26: 13- 19). O Senhor fala conosco todos os dias (I Co 3: 16; Tg 4: 4- 5). E ele fala de varias maneiras (Jo 33: 14). O segredo está na obediência (Fp 2: 5- 11; Dt 28: 1- 13). Saulo já era obediente muito antes do encontro com Senhor Jesus (Sl 25: 14; Pv 9: 10). Antes de ver e ouvir o Senhor Jesus, ele já era fiel a Deus (Sl 101: 6; Atos 13: 22; I Sm 2: 30). Quando ele servia fielmente a religião judaica, ele acreditava estar servindo ao Senhor (I Tm 1: 12- 14; Os 4: 6a). Perseguia Jesus, porque acreditava que Jesus era inimigo do Deus dos hebreus (Atos 26: 9; Ef 4: 27; Jo 10: 10; Ap 3: 20; Pv 23: 26; Jo 10: 1- 2).

ATOS 22: 16 – A E agora, o que estás esperando? Levanta-te, se batizado e lava os teus pecados, invocando o nome dele.

O que você está esperando? (Is 60: 1; Ef 5: 14- 15; Cl 4: 5). Porque você não faz a vontade do Senhor? (Dt 28: 1- 13; Ef 4: 7- 11; I Co 12: 5- 11; Mt 25: 14- 19). Porque você na faz o que ele manda? (Is 1: 19; Mt 7: 24- 27; Jo 7: 16- 17). Você quer que ele desça da sua glória só para dizer o que você deve fazer? (Jo 16: 13- 14; Fp 2: 5- 8; I Co 11: 1). A palavra de Deus já é o Senhor falando com você (Jr 31: 34; Jo 9: 37; Ap 3: 20; Pv 23: 26; Jo 10: 1- 2). A primeira visão que Saulo teve depois de três dias de imensa escuridão visual (Atos 9: 9), foi de um homem de Deus (Atos 22: 11- 13a). Isto fez com que Saulo ficasse como hipnotizado olhando para Ananias (Atos 22: 13b). Talvez pensando: “Quem é este homem; de onde vem este poder”? (Atos 1: 8; Atos 11: 19). Mal ele sabia que estava preste a receber o mesmo poder (Atos 9: 17; Atos 13: 9- 11; Rm 15: 18- 19; Atos 19: 12- 20; Atos 14: 8- 12; Atos 20: 7- 12). Saulo até então não era seguidor de Jesus (Atos 26: 9), portanto ele não havia passado pelo batismo no nome Senhor Jesus Cristo (Atos 19: 1- 4; Atos 2: 38; I Co 12: 1- 11; Ef 4: 8; Mt 25: 14- 18). Saulo havia encontrado Jesus, mas ainda não tinha tomado conhecimento das doutrinas de Cristo (Hb 6: 1- 2). O batismo nas águas faz parte das doutrinas de Cristo (Jo 3: 22; Jo 4: 1- 2). Ananias fez o que o Senhor mandou; o que aconteceu? (Atos 9: 18; Jo 3: 1- 5; Is 43: 8). A ordem é batizar (Mc 16: 15- 16; Mt 28: 18- 19). O mais importante já havia acontecido (Atos 9: 1- 6; Sl 51: 17; I Pd 5: 6). Não havia motivo para Saulo prolongar o batismo (Ef 1: 13; Atos 5: 32; Ap 22: 17). São muitos os que tiveram o encontro com o Senhor Jesus e ainda não são batizados por causa da burocracia? (Lc 11: 52; Mt 23: 1- 2; II Co 11: 13- 15). Ananias recomenda a Saulo que ele desça as águas confessando os pecados e invocando o nome dele. Dele quem? O Senhor Jesus (Mt 28: 19; Atos 2: 38; Ef 4: 7- 8). Se você tem a convicção da sua conversão; não espere, desça as águas, mas desça em nome dele (Fp 2: 9- 11; Atos 8: 29- 38; Atos 10: 19- 48; Atos 16: 6- 33).

ATOS 22: 17 – Quando voltei a Jerusalém, e orava no templo, sobreveio- me um êxtase,

Saulo recebeu o Espírito Santo (Atos 9: 17; Ef 1: 13; Atos 5: 32), passou pelo batismo nas águas (Atos 9: 18; Mc 16: 15- 16; Mc 28: 18- 20) e logo começou a pregar Jesus (Atos 9: 19- 20; I Co 2: 1- 5; I Co 3: 10- 11; II Co 10: 4- 5). Não demorou em ser perseguido (Atos 9: 21- 24; II Tm 3: 12; Jo 15: 21). Perseguido em Damasco Saulo foge para Jerusalém (Atos 9: 25- 27; Atos 11: 25- 26; Atos 13: 1- 2; Sl 101: 6). Em Jerusalém a perseguição continuou (Atos 9: 28- 29; Mt 23: 37). Orando no templo Saulo se viu conversando com o Senhor Jesus (Atos 22: 19; Mt 28: 18- 20; Atos 18: 9- 10). Saulo não foi transportado para outro lugar no corpo físico, mas sim em espírito. Encontramos na Bíblia o arrebatamento do corpo físico (Atos 8: 39- 40) e o arrebatamento espiritual (II Co 12: 1- 2; Atos 22: 17- 18; Ap 1: 9- 10), mas não encontramos na Bíblia arrebatamento só da alma (Jo 3: 4- 12; I Co 15: 33; I Co 13: 11; I Co 14: 20). O arrebatamento de Felipe aconteceu no corpo físico (Atos 8: 40; I Ts 4: 17; Ap 19: 1- 9).

 Filipe se viu em outro lugar (Atos 8: 39- 40). Filipe foi transportado de um lugar para o outro no corpo físico semelhante ao arrebatamento de Jesus (Lc 4: 1- 2 e 13- 14). No arrebatamento espiritual o homem não é transportado de um lugar para o outro no corpo físico, mas sim tem o seu espírito arrebatado pelo Espírito Santo (Atos 10: 13 e 19- 20). O Crente é arrebatado do mundo dos homens para o mundo de Deus (II Co 12: 3- 4; Jo 4: 24; Rm 8: 1). Do mundo físico para o mundo espiritual (Nm 24: 3- 4; Ap 1: 9- 18; Sl 110: 1; Atos 7: 55- 56). Saulo teve um arrebatamento de sentido, e arrebatamento de sentido é o mesmo que arrebatamento da alma? A alma esta vinculada ao espírito e a carne (Hb 4: 12; Lc 1: 46- 47; Is 26: 9: Jó 12: 7- 10; I Ts 5: 23). Ou ela obedece a voz do Espírito Santo, ou ela obedece à carne (Gl 5: 16- 25; Jr 17: 5- 6 e 7). Quando o espírito, ou o corpo é arrebatado à alma também é, pois não tem como entender as revelações de Deus sem o uso da mente (Cl 3: 1- 3; I Co 2: 15- 16; Jó 33: 4).

Atos 22: 18— E vi aquele que falava comigo: Apressa- te e sai logo de Jerusalém, por que não receberão teu testemunho acerca de mim.

Era notório que eles não receberiam o testemunho de Saulo, como não o receberam de Pedro (Jo 21: 18- 19; II Pd 1: 13- 14), Tiago (Atos 12: 1- 2) e Estevão (Atos 7: 55- 60; Jo 16: 1- 2; Sl 116: 15). Paulo pensava que o seu testemunho e a sua pregação não seria aceito por causa de Saulo, o seu velho homem (Atos 22: 4- 5 e 19). Não era isso (Jo 13: 7; Atos 23: 11). O coração daquele povo estava endurecido (Atos 7: 51; Jo 8: 43- 44; Is 6: 1- 11; Mt 23: 38- 39; Dn 9: 14- 26). Eles não aceitavam, não era Saulo, mas sim aquele que Saulo pregava (Jo 15: 18- 21; Is. 53: 1- 10; Rm. 9: 1 – 18; Rm. 10: 1 – 4).  Paulo, quando ainda Saulo, orando no templo passou por um momento de êxtase (Nm 24: 4; Ez 1: 28; Ap 1: 10), e viu novamente o Senhor Jesus (Atos 9: 4- 5). Por que Jesus ordenou a Saulo que saísse rápido de Jerusalém? Jesus não tinha poder para protegê-lo?  Deus não interfere na batalha espiritual (Mc 13: 37; Mt 16: 20- 23; I Pd 5: 8; Ef 4: 27). O crente já possui as armas (Ef 6: 10- 18; Is 1: 19; Rm 16: 20). Saulo, poderia se garantir na promessa (Atos 26: 13- 18), ou na revelação (Atos 9: 1- 6 e 17). Ou seja, ele poderia tentar Deus (Lc 4: 9- 11). Se Saulo desobedecesse às ordens do Senhor certamente ele morreria (Lc 4: 12). Jerusalém matava profetas (Mt 23: 29- 37). Paulo não morreria em Jerusalém (Atos 20: 22- 23). No tempo que aconteceu este arrebatamento Saulo estava no começo do seu ministério (Gl 1: 22- 23). E tinha uma longa estrada a percorrer (Atos 23: 11; Atos 28: 30- 31; II Tm 4: 6- 8). Ele não mais seria chamado de Saulo, mas sim Paulo (Atos 13: 9). Pelas suas mãos (Atos 19: 11) e no poder do Espírito Santo, Jesus iria operar maravilhas (Rm 15: 18- 19; Atos 19: 12; Atos 20: 7- 12). E também ele ainda iria sofrer muito por causa de Jesus (Atos 9: 16; II Tm 3: 12; Mt 7: 13-14). Paulo voltaria a Jerusalém, não para festejar o dia pentecoste, como pensava (Atos 20: 16), mas sim para cumprir aquilo já estava profetizado ao seu respeito (Atos 20- 23; Atos 21: 8- 11; Nm 23: 23; Amós 3: 7- 8).

Atos 22: 19— Eu disse: Senhor, eles bem sabem que eu era quem os encerrava em prisão e, nas sinagogas, açoitava os que criam em ti.

Nesse tempo Paulo era muito conhecido em Jerusalém (Atos 22: 3a; Atos 7: 55- 58; Gl 1: 13- 14). Ele não era conhecido como Paulo, mas sim como Saulo (Atos 13: 9; Atos 9: 1- 2; Atos 22: 5). Saulo foi um terror para igreja (Atos 22: 4; Atos 8: 1; II Tm 3: 12). “Como pode aquele que antes perseguia (Atos 26: 9; Atos 9: 4; Jo 15: 18), agora anunciar aquele, que ele mesmo antes perseguia”? (Gl 1: 23; Atos 26: 9; I Co 2: 2; Mt 19: 26). Certamente Saulo acreditava que os judeus iriam aceitar o seu testemunho e glorificar á Deus (Jr 12: 6; Pv 26: 25; Pv 6: 16- 19). De fato isto aconteceu (Gl 1: 24; Atos 9: 26- 27), mas pelos judeus da igreja (Gl 1: 15- 18; Atos 9: 28). Mais logo que os judeus da religião judaica souberam do seu testemunho, quiseram matá-lo (Atos 9: 29; Jo 8: 43- 44a; Jo 10: 10a). Saulo tinha sido convocado pelo Senhor Jesus para pregar para Judeus e gentios (Jo 10: 10b; Atos 26: 13- 18; Jo 12: 31- 32; Jo 3: 14- 16). Jesus quando o convocou deixou claro: “Os judeus da religião (Atos 19: 8; Atos 18: 1- 4) não aceitariam a sua pregação” (Atos 22: 21; Atos 19: 9; Atos 18: 5- 6; Atos 13: 44- 46). Durante a sua caminhada, Paulo foi entendendo o que estava acontecendo (Jo 13: 7; Rm 11: 12- 26; Is 59: 20; Ap 14: 1; Ap 7: 1- 14). Os judeus que defendiam a religião estavam cegos pelo príncipe deste mundo (Jo 14: 30; Jo 8: 43- 44; II Co 4: 3- 4). Os judeus foram cegados sob permissão de Deus (Jo 12: 39- 40; Is 6: 1- 10; Jr 5: 21; Is 43: 8). Para que a salvação chegasse aos gentios era necessário que houvesse essa rejeição dos judeus (Lc 17: 20- 25; Mt 21: 33- 41; Mt 23: 37- 38). A rejeição dos judeus abriu a porta para a salvação dos gentios (Atos 15: 7; Atos 13: 46- 48; Mt 12: 15- 18; Is 42: 1). Dentre os judeus, havia alguns que aceitariam (Atos 13: 42- 43; Atos 17: 4). Jesus falou sobre isso: A missão de liderar os judeus da religião que se convertiam em Israel pertencia á Pedro (Jo 21: 15- 17). A missão de Paulo era pregar aos judeus que estavam espalhados entre os gentios (Rm 11: 13). Ou seja, a missão de Paulo era pregar fora de Israel, para judeus e gentios (Gl 2: 8- 9; Is 49: 5- 6; Atos 13: 47- 48).

Atos 22: 20—Quando se derramava o sangue de sua testemunha Estevão, eu também estava presente, e aprovava isso e até guardei as roupas dos que o matavam.

 A morte de Estevão servia de argumento para sua defesa (Atos 26: 10), Paulo acreditava nisso: (Atos 22: 19). Quando mataram Estevão, Paulo era outro homem (Ef 4: 22; Atos 8: 1; I Tm 1: 12- 3). Nesse tempo Paulo era um defensor radical da religião (Gl 1: 13- 14; Atos 22: 3- 5; Atos 9: 1- 2). Como argumento de justificativa por pregar Cristo em Jerusalém, a morte de Estevão sob sua autorização demonstrava que ele agora estava convertido (Gl 1: 22- 24; Atos 26: 9- 10; Gn 1: 3; II Co 4: 6- 7). O que Saulo estava falando, Jesus sabia (Sl 94: 9; Jr 23: 23- 24; Sl 139: 7). Quando o sangue de Estevão era derramado Saulo estava presente, mas Jesus também estava (Atos 7: 55- 56; Ap 1: 17- 18; Mt 28: 20; Mt 28: 18- 20). Jesus estava de olho em Estevão (Atos 6: 8- 10; Lc 21: 13- 15; Mt 10: 16- 20), e já tinha um lugar reservado na obra para Saulo (Jó 34: 21; Atos 22: 1- 20; Atos 8: 1; Atos 9: 1- 29; Atos 13: 1- 4; Atos 26: 1- 18). Saulo aprovava aquela violência, o seu coração estava longe do Senhor (Gn 8: 21b; Rm 7: 22- 23; Mt 5: 44; I Co 13: 1- 7). Saulo acreditava que amava o Senhor (Mc 12: 30), mas não amava o seu próximo (Mc 12: 31; I Jo 4: 20; Ex 20: 13; Atos 26: 10; Rm 1: 32). Saulo era religioso (Fp 3: 5), mas não era amoroso (I Jo 4: 7- 8; Rm 13: 8; Lc 10: 25- 37; I Jo 3: 18). Saulo tinha dentro de si a lei de Moisés (Atos 26: 1- 5; Atos 22:3; Jo 1: 17; Rm 10: 4), mas não tinha dentro de si o Espírito Santo (II Co 3: 6- 8; Ex 20: 13; Rm 2: 17- 23; II Co 3: 9- 14; Jo 6: 63; II Co 3: 3). Saulo estava envolvido por um espírito de erro (I Jo 4: 6; Ef 2: 1- 2; I Jo 5: 19) e teve prazer em ver Estevão morrendo (Jo 8: 43- 44a; Jo 10: 10a; Atos 5: 3- 5a). O momento da morte de Estevão foi tão glorioso para Saulo (Pv 15: 21), que ele cuidou das roupas daqueles que mataram Estevão (Atos 7: 57- 58). Saulo estava ativo fazendo a obra de Satanás (Ef 4: 27), que se colou como serviçal daqueles endemoninhados (Rm 6: 16a). Saulo não sabia, mas estava pronto para servir a Cristo (I Tm 1: 12- 14). Se como servo de Satanás ele fez mais do que foi mandado (Lc 17: 5- 10) certamente como servo do Senhor Jesus (Rm 1: 1; Jo 15: 16; I Jo 4: 19), ele faria muito mais (Sl 101: 6; Atos 22: 13; Jo 4: 23- 24).

Atos 22: 21— Mas ele disse: Vai; eu te enviarei para longe, aos gentios.

Foi o Senhor que enviou os profetas (Jr 7: 25; II Cr 36: 15; Mt 21: 33- 34), os apóstolos (Lc 11: 49; Lc 6: 12- 13; Lc 10: 1). Hoje o Senhor quer enviar você (Hb 3: 7; Hb 4: 7; Sl 95: 7). O Senhor enviou Saulo para longe de Jerusalém (Atos 9: 26- 30; Atos 11: 22- 25; Atos 13: 1- 2; Atos 14: 7- 12; Atos 15: 1- 2; Mc 13: 37; Atos 15: 36-40). Em Jerusalém estava a palavra (Mq 4: 1- 2; Is 2: 1- 3), e as primícias da igreja de Jesus (Atos 6: 1- 7; Atos 21: 17- 18; Gl 3: 9). Saulo foi enviado para pregar Jesus ao um povo que não conhecia o Senhor (Is 55: 5; Is 58: 11- 12; Is 54: 2- 3). A obra é pregar para aqueles que não conhecem o Senhor (Lc 14: 15- 23; Mt 24: 14). A obra é tornar a salvação através de Jesus Cristo conhecida de todos os homens (I Cr 16: 8; Sl 105: 1; Ef 6: 19; Lc 2: 1- 11; Is 52: 7). A obra de Deus tem como objetivo a salvação de todos os homens (I Tm 2: 1- 4; Jo 3: 16). O crente nasce no Senhor; cresce pela palavra; e frutifica pregando Cristo (I Co 3: 7- 11; Atos 4: 12; Fp 2: 9- 11). Existe uma ordem de Jesus: Esta ordem é para todos os crentes (Ap 3: 6; Jo 14: 26; Jo 16: 13- 14).  Disse lhes Jesus: Ide por todo mundo e pregue o evangelho a toda criatura (Mc 16: 15; Rm 1: 16- 17; I Co 11: 1; Mt 4: 23). O IDE é um mandamento (Jo 14: 21; Jo 7: 16- 17), portanto é dever dos pastores e líderes evangélicos a incentivar os crentes a praticar o “IDE’’ (II Tm 2: 2; I Co 2: 2; II Co 10: 4- 5). Por trás destas três letras escondem- se muitas riquezas; um verdadeiro tesouro em experiência com Deus, com o Espírito Santo e com a palavra (Mt 13: 44- 46; II Co 4: 7; Pv 13: 7). Portanto, quando os pastores e líderes evangélicos não incentivam os crentes de suas igrejas a cumprir o “IDE” com certeza eles estão impedindo os seus membros de desfrutar das riquezas do Reino de Deus (Lucas 17: 20- 21; I Co 6: 19; I Co 3: 16; Ef 1: 13). O assunto comentado no texto é o primeiro testemunho que Paulo deu de sua conversão depois que foi preso em Jerusalém (II Tm 2: 9; II Tm 4: 2; Atos 28: 30- 31). Lembrando: Primeiro ele teve que testemunhar em Jerusalém, só depois em Roma (Atos 23: 11; Atos 22: 1- 18; Atos 24: 1- 22; Atos 25: 1- 12; Atos 26: 1- 32; Atos 27: 1-25; Atos 28: 1- 14; Nm 23: 23)

Paulo livra- se de ser açoitado

Atos 22: 22— Ouvindo- no até esta palavra. Então gritaram: Tira tal homem da terra! Ele não merece ficar vivo!

Muitos anos se passaram desde em que os judeus mataram Estevão (Atos 7: 58- 60; Ex 20: 13; Is 29: 13a) e a ressurreição de Jesus (Atos 4: 33; I Co 15: 1- 8; Atos 26: 13- 23) continuava provocando ódio (Sl 25: 19; Sl 69: 4; Pv 27: 6; Lc 22: 47- 48) e criando animosidade (Atos 6: 9; Jo 15: 20; II Tm 4: 2; Lc 21: 15) nos judeus da religião (Atos 7: 57; Jo 3: 20a; Jo 8: 12). Ou seja, Jesus continua (Hb 13: 8; Mt 18: 20; II Co 5: 7) incomodando a morte e o inferno (Ap 1: 17- 18; I Co 15: 9- 58; Atos 7: 55- 56; Sl 110: 1). Quando eles ouviram que Jesus estava vivo e era ele o responsável pela mudança de crença de Paulo (II Co 5: 17; Fp 3: 4- 8; I Tm 1: 13- 15), eles não suportaram: “Então gritaram: Tira tal homem da terra! Ele não merece ficar vivo”!  O que aconteceu com os judeus da religião? Por que eles não suportavam ouvir falar de ressurreição de Jesus? (Atos 7: 55- 57). Será que a ressurreição de Jesus revelava no coração deles um erro que eles não queriam reconhecer? (Mt 27: 1- 25; Lc 23: 1- 25; Jo 19: 15). O erro deles foi à falta da humildade (Mt 23: 1- 7; Jo 3: 26- 30; Pv 22: 4). A soberba os separou de Deus (Lc 1: 46- 51), e da sua palavra (Mt 23: 37- 39). Souberam em seus corações que Jesus era o Cristo (Lc 22: 66- 67) que as profecias indicavam que haveria de vir (Lc 4: 18- 21), mas a soberba foi maior que a verdade (Jo 17: 17; Sl 119: 11; Is 42: 8; I Jo 5: 21; Is 1: 19). Sendo dominados pela soberba eles perderam a visão (Rm 2: 17- 24; I Co 10: 12; Pv 23: 29- 35; II Pd 2: 20- 22; Mt 12: 43- 45). Sem a visão de Deus (II Co 11: 3), e dominados pela soberba (I Co 8: 2), eles foram facilmente envolvidos por Satanás (Jo 8: 31- 44b). A soberba cega, e aproxima o homem de Satanás (Is 14: 11; Tg 4: 6- 7; I Pd 5: 5- 8). O espírito homicida já habitava no espírito deles (Jo 8: 44a; Jó 23: 14; Is 33: 15- 16). A soberba abre as portas para o espírito homicida e para muitos outros: Espírito de grandeza (Dn 4: 1- 26) arrogância (Is 13: 11), orgulho e vaidade (Pv 21: 4). O mundo jaz no maligno (I Jo 5: 19), mas são as nossas atitudes quem permite a sua entrada em nossa vida (Ef 4: 27; Jo 13: 21; Mt 26: 14- 16; Jo 13: 22- 27; Lc 39- 48; Gl 6: 7; Mt 27: 3- 5).

Atos 22: 23— Estando eles gritando, tirando suas capas e jogando poeiras para os ares,

Ouvindo eles pela boca de um ex- zeloso da lei (Gl 1: 13- 14; Atos 26: 4- 5), que Jesus estava vivo (Atos 22: 6- 8; I Co 15: 1- 8), e que a mensagem de salvação também era para os gentios (Atos 26: 13- 18; Atos 13: 1- 4 e 44- 48; Mt 12: 18- 21; Gl 3: 8; Gn 12: 1- 3), eles ficaram muito irados (Atos 10: 28; Atos 11: 1- 3). Era uma multidão rodopiando, gritando, levantando poeira e acreditando que Deus era com eles (Atos 21: 27- 28; Jr 7: 4; Rm 2: 17- 24). O Senhor estava ali (Jr 23: 23- 24; Sl 139: 7- 8; Is 40: 22), mas não estava com eles (Is 59: 1- 2; Atos 7: 51- 52; Jo 8: 43- 44). Pode o crente gritar, girar, levantar poeiras, isto não indica que Deus está com ele (Mt 7: 16; Pv 1: 29- 33; Pv 10: 9- 10; Pv 9: 10). Havia uma multidão contra um só homem (Atos 21: 30). Deus não estava com a multidão (Jl 3: 13- 14; Amós 4: 12; Rm 11: 25- 26; Ap 14: 1; Ap 7: 1- 14), Deus estava com o homem (Atos 23: 11; Atos 18: 9- 10; Atos 28: 18- 20).  A multidão gritava, girava e levantava poeira e Deus não estava com eles (I Rs 19: 11- 13). Paulo não gritava, não girava e não levantava poeira, apenas pregava Cristo (I Co 2: 2). Entre aquele que pregava Cristo, e aqueles que gritavam girava e levantava poeira estava à verdade (Jo 8: 31- 36). A verdade não se expressa por aqueles que gritam, giram e levantam poeiras (Jó 38: 2; Gl 1: 6- 7; I Tm 1: 6- 7; I Co 8: 2), mas sim por aqueles que á tem guardada dentro de si (Jo 14: 21; Jo 16: 13- 14; II Co 13: 8). A verdade não se manifesta através das emoções (Mc 7: 21- 22; Dt 32: 1- 6a), mas sim através da palavra (Jo 14: 21; Sl 119: 11; Rm 12: 1- 2). Os judeus gritaram, giraram e levantaram poeiras, mas a palavra estava longe dos seus corações (Is 29: 13; Sl 1: 1- 3; Nm 23: 23; Is 55: 11; Mt 24: 35). Não podemos ir pelo embalo das multidões (Mt 16: 13- 14). Nesse tempo a multidão estava errada (Atos 22: 22; Atos 21: 36; Lc 23: 21; Jo 15: 21). Pode ser que a multidão ainda esteja errada (Mt 16: 15- 17; I Tm 2: 5; Ex 20: 4- 5; Is 45: 20; Is 40: 18; Is 44: 12- 20; Atos 17: 29; I Jo 5: 21; II Co 6: 15- 17; I Co 10: 14- 21; Jo 8: 36).

Atos 22: 24— O comandante ordenou que Paulo recolhido á fortaleza, açoitado e interrogado, para saber por que clamavam contra ele daquela forma.

 O ódio dos judeus era tanto, que o comandante achou que era impossível que o apóstolo Paulo não tivesse feito nada. Mandou açoitá-lo para ver se ele confessava alguma coisa (Mc 13: 9; Mt. 23: 34; Lc 21: 11- 12). Paulo estava preso para dar testemunho da ressurreição Jesus (Atos 22: 12- 15; Atos 26: 13- 16; Is 44: 8). Os israelitas estavam longe da presença de Deus, ou seja, Deus já não era mais com eles (Mt 23: 37- 39; Dn 9: 26; Mt 24: 6). Os judeus já não ouviam mais a voz do Espírito Santo (Lm 1: 16; Mt 12: 31; I Ts 5: 19). O rei, o governo, a religião já havia se corrompido (Jr 23: 10- 11; Mt 21: 12- 13; Is 29: 13a; Is 15: 7- 8). Deus tinha uma aliança eterna com Abraão (Gn 15: 1- 5; Gl 3: 1- 16; Jo 11: 25- 26; Jo 3: 16), e por causa dessa aliança todos os judeus teriam que ter a oportunidade de salvação (Atos 3: 24- 25; Gn 12: 1- 3). Isto incluía: O rei e todas as autoridades judaicas da época (Atos 22: 15; Atos 20: 24; Rm 1: 16- 17). Ainda que os testemunhos dos discípulos de Cristo lhes custassem perseguições, prisões e morte (Jo 16: 1- 2; Atos 7: 55- 58; Atos 12: 1- 2; Sl 116: 15), eles não podiam se calar (Lc 19: 40; Atos 18: 9- 10). Paulo estava ali para cumprir uma missão (Atos 9: 1- 6; Atos 26: 13- 18; I Jo 5: 19; Mt 16: 17- 18). A missão de Paulo incluía muito sofrimento (Atos 9: 16; Atos 20: 22- 23). Prender Paulo na fortaleza acoitá-lo, interrogá-lo era idéia do comandante (II Tm 3: 12; Mt 7: 13- 14; Jo 15: 21). Mas não era esse o plano Deus para com o seu servo (Jr 29: 11; Atos 23: 11; Atos 28: 30- 31; II Tm 4: 6- 8). O comandante queria obrigar Paulo a confessar o que ele não tinha feito (Atos 24: 11- 13). E queria tirar isso à força, interrogando Paulo através de açoite (Mt 10: 17). Poderíamos chamar de tortura (Ap 9: 6). Acredito que o comandante estava sendo dirigido justamente para onde Deus queria (Atos 22: 25- 26). Aquele que colocou Paulo naquela situação (Atos 23: 11) não iria deixá-lo só (Mt 28: 18- 20; Atos 18: 9- 10). Alegrai- vos quando passardes por provas! (Tg 2: 2- 4). Lembrai-vos: Você não está só (I Jo 4: 4; Sl 91: 1- 11; Sl 34: 7; Pv 9- 10).

Atos 22: 25— Quando o estavam amarrando com correias, Paulo disse ao centurião presente: Ser- vos- á lícito açoitar um cidadão romano, sem que esteja condenado?

Paulo estava dentro de uma profecia (Atos 21: 7- 11; Amós 3: 7; Atos 11: 27- 28; Dt 18: 21- 22). Deus havia suavizado a sua prisão (I Co 10: 13; Atos 22: 26; Atos 16: 35- 38). Enquanto os soldados amarravam Paulo o Espírito Santo trabalhava em sua mente (I Co 2: 14- 16; Rm 8: 14; Ef 1: 13; Jo 14: 26; Jo 16: 13- 14). O Espírito Santo fez Paulo pensar (Pv 20: 27; Cl 3: 1- 2; Fp 4: 6- 8; II Co 10: 4- 5). O momento não era para se desesperar, mas sim de raciocinar (Rm 12: 1- 2; Ef 5: 17; Cl 1: 9). O Espírito Santo trabalha no interior do crente (II Co 3: 3; I Co 3: 16; II Co 6: 19; II Co 6: 14- 16). Embora sendo Deus, o Espírito Santo precisa daquilo que crente fornece para ele (I Co 14: 36; Ez 3: 2; Sl 1: 1- 2; Ez 2: 3; Sl 119: 11). Ele lembra o crente (Jo 14: 26; Lm 3: 21; Sl 77: 3; Lm 3: 22- 23). O Espírito Santo lembra o crente, daquilo que ele vê, lê, e ouve (Hb 10: 25; Rm 10: 17; Sl 122: 1). Se o crente não lê a Bíblia (Is 50: 2a; Is 34: 16; Js 1: 8), como ele vai lembrar (Is 43: 8; Sl 115: 17; Is 38: 18). Ele só pode lembrar crente, daquilo que ele tem guardado em sua mente (Hb 8: 10; I Co 14: 9- 15; Rm 14: 5). Portanto se o crente quer ser usado pelo Espírito Santo, ele tem que ter a sua mente abastecida diariamente com a palavra de Deus (Dt 8: 3; Amós 8: 11; Sl 1: 1- 2). Os romanos pensavam se tratar de um hebreu criminoso, semi- analfabeto e ignorante (I Co 14: 18; Atos 22: 37 e 40). Enganaram-se, pois Paulo tinha conhecimento da lei romana (Atos 25: 16; Atos 16: 19- 21). Deus já tinha levado Paulo por um caminho semelhante (Atos 16: 35- 39).  Embora estando preso, sofrendo ameaça de açoite, Paulo estava seguindo o caminho que o Senhor tinha traçado para ele (II Tm 2: 1- 9; Atos 28: 30- 31). As provas estavam aperfeiçoando o seu caminho (Tg 1: 2- 4; I Pd 4: 12- 16). Paulo estava vivendo a sua ultima prova (Atos 21: 8- 13; Atos 23: 11). E sendo preparado para receber a sua recompensa (II Tm 4: 6- 8). Assim diz o Senhor, o teu redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho que deves andar (Is 48: 17; Is 31: 34; Mq 7: 18- 19; Ef 1: 13; Jo 14: 15- 16). 

Atos 22: 26— Quando o centurião ouviu isso, procurou o comandante e lhe disse: Que estás para fazer? Este homem é cidadão romano.

O comandante estava bem acompanhado; tinha ao seu lado um homem inteligente (Pv 2: 11; Sl 119: 144; Pv 2: 3- 5). Não cumprir a lei romana dava problema para aqueles que na eram romanos, como para os próprios romanos (Atos 22: 29; Atos 16: 35- 38). A lei tinha que ser cumprida de igual modo por todos (Rm 13: 1- 3; Atos 17: 26; Dt 32: 8). Paulo estava sendo acusado por uma multidão (Atos 21: 30- 31; Is 1: 2; Jo 15: 18- 21), por isso tinha que ser julgado (Atos 22: 30; Sl 109: 3; Jo 15: 22- 25; Sl 109: 4; Atos 16: 13a e 16a). Paulo foi preso porque a multidão queria matá-lo (Atos 21: 36; Jo 16: 1- 3; Sl 116: 15; Atos 7: 55- 60). Interrogar era necessário, mas açoitar não havia necessidade (Atos 22: 24; Gn 8: 21b; Mt 15: 19). A idéia do comandante de açoitar Paulo para obter as informações que queria acendeu uma luz na mente do apóstolo Paulo (Atos 22: 25; Pv 20: 27; I Co 2: 15- 16). A decisão do comandante de açoitar o apóstolo Paulo o livrou do próprio açoite (Sl 20: 7; I Jo 4: 4). Açoitar um cidadão romano sem julgamento dava problema não só para o comandante, mas sim para todos que faziam parte do comando (Atos 22: 29). Por isso a preocupação do centurião (Pv 22: 3; Mt 10: 16). Deus é especialista em virar o cativeiro (Gn 40: 1- 23; Gn 41: 1- 40). Aparentemente Paulo estava nas mãos do comandante e de sua equipe: A informação de que Paulo era romano, mudou tudo (Atos 22: 27; Is 29: 14; I Co 8: 2). Paulo estava preso e permaneceu preso por vontade do Senhor (Jó 42: 2; Is 43: 13). É o Senhor que está no controle de tudo (Is 40: 22- 24; I Sm 2: 6- 8; Is 45: 7). É ele quem muda os tempos e as horas, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos (Dn 2: 21; Tg 1: 5; I Rs 3: 1- 28). Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora luz (Dn 2: 22; Is 34: 16; Dt 29: 29).

Atos 22: 27— O comandante veio e perguntou a Paulo: Dize- me: É cidadão romano? Ele respondeu: Sou.

Ser cidadão romano na época da primeira igreja era como ter passe livre para entrar e sair em qualquer cidade, cujo governo fosse romano (Atos 24: 1; Jo 11: 48). Roma governava o mundo na época e maioria dos cidadãos desejava ter está cidadania (Atos 22: 28). O comandante quando ouviu que Paulo era romano foi correndo perguntar a Paulo se isto era verdade (II Co 13: 8). Não era qualquer judeu que possuía cidadania romana; Paulo possuía (Sl 24: 1; Is 45: 3; Ec 5: 19). Havia três formas de se obter a cidadania romana: A primeira era para os que nasciam em terras romanas (Atos 22: 3a). Ou seja, estes eram os cidadãos romanos de nascimento (Atos 22: 28). Tinha também os que obtinham a cidadania romana por parentesco, ou por amizade (Pv 17: 17; Pv 19: 4; Pv 14: 20; Lc 16: 19- 25). E tinha uma terceira maneira que era através do dinheiro (Ec 7: 12). Com o dinheiro se comprava a cidadania romana (Ec 10: 19; Mt 28: 12- 15; I Pd 1: 16; Atos 8: 18- 20; Is 55: 1; Ap 22: 17). Paulo era romano (Atos 16: 35- 38). Isto foi para ele passe livre para ele dar o testemunho da ressurreição de Cristo (Atos 9: 1- 5; I Co 15: 1- 8), para os judeus e gentios que ocupavam o governo da época (Atos 23: 11). Paulo foi acusado pelos judeus (Atos 21: 27- 28; Atos 24: 10- 13; Atos 25: 13- 19; Atos 7: 55- 56; Ap 1: 17- 18), mais foi preso pelos romanos (Atos 21: 30- 33; Lc 21: 12- 13; Is 44: 8). A liderança religiosa era judaica e Paulo foi preso para dar testemunho da ressurreição de Cristo para o Sinédrio (Atos 23: 1; Jo 8: 43; Is 43: 8; Is 6: 8- 11; Dn 9: 26- 27; Lc 19: 41- 42; Mt 23: 37- 38), para o governador romano (Atos 24: 1- 15), o rei da Judéia (Atos 25: 13- 27; Atos 26: 1- 28) e para César (Atos 26: 32; Atos 24: 20- 21; Atos 25: 9- 12). Ser cidadão romano cooperou para que Paulo pregasse o evangelho para as pessoas mais importante da época (Rm 1: 16- 17; I Tm 2: 1- 5; Fp 2: 9- 11). Pessoas que jamais ouviriam a verdade se não pelas mãos de Deus (Is 53: 1; Atos 19: 11; Rm 15: 18- 19). Para fazer isso Paulo precisou ser cidadão romano, e ser preso em Jerusalém (Atos 21: 8- 13). Deus tem para aqueles que são chamados para a obra, caminhos que o homem não consegue compreender (Mt 19: 21; Lc 14: 33; Mt 6: 19- 21). Ágüem tinha que pregar para liderança judaica, para o governo romano em Jerusalém, para o rei da Judéia, e para César em Roma (Atos 28: 11- 14). Paulo foi o escolhido: O caminho para desenrolar está pregação foi à prisão e a morte (Jo 12: 24; II Tm 4: 6- 8; I Pd 1: 12- 14; Jo 21: 18- 19; Mt 7: 13- 14; Ap 20: 15).

Atos 22: 28— E o comandante lhe respondeu: precisei pagar grande soma de dinheiro por este titulo de cidadão. Disse Paulo: Eu tenho por direito de nascimento.

Para aquele que não fazia parte da família de Deus (Is 45: 20; Is 40: 18; Rm 1: 22; Atos 17: 29; Rm 1: 22- 23a; I Jo 5: 21; Rm 1: 24- 25), o titulo de cidadão romano custou uma alta soma de dinheiro (Ec 10: 19; Ag 1: 6; Jl 1: 2- 4; Is 1: 13- 19), já para aquele que era da família de Deus (Rm 10: 8- 11; Ef 2: 19; Gl 6: 10; Rm 8: 14- 16), o titulo não custou nada (Ml 3: 18; Pv 24: 16; Gn 4: 1- 6). Paulo era judeu por descendência (Rm 11: 1; Fp 3: 1- 5; II Co 11: 22), foi criado em Jerusalém (Atos 22: 1- 3; Atos 23: 12- 16), mas era romano, pois nasceu em Tarso na Cilicia (Atos 22: 1- 3; Atos 9: 23- 30; Atos 11: 19- 25). Cilicia era uma antiga província romana na costa do mediterrâneo (Atos 15: 40- 41). Paulo reivindicou o direito de ser cidadão romano e exigiu se tratado como prisioneiro romano (Atos 22: 25 e 29- 30). Paulo sabia fazer uso dos seus direitos (Pv 1: 20- 21; Tg 1: 5- 6; Hb 11: 6; II Co 5: 7; Hb 11: 1). A terra Deus deu aos filhos dos homens (Sl 115: 16; Dt 28: 13; Ag 2: 8; Pv 2: 3- 5), por isso é direito do crente fazer uso dos seus direitos (II Co 3: 17; Mt 17: 24- 27; Mt 22: 15- 21). O povo morre por falta de conhecimento (Os 4: 6a; Os 6: 3; II Pd 3: 18). Faça uso dos seus direitos; você é livre para pregar Cristo, faça uso disso: Paulo foi preso para pregar Cristo (I Co 2: 2; Atos 9: 21- 22; Atos 17: 1- 3). Pense: Você é livre para pregar Cristo (Jo 8: 36; I Tm 1: 12- 14; I Co 9: 16- 17; Jo 15: 10- 15). Paulo precisou ter dupla cidadania para pregar Cristo (Atos 23: 11). Você tem medo de que? Deus capacitou Paulo (II Co 3: 5). Não existe desculpa para não se pregar Cristo (Ef 1: 13; Atos 1: 8; Jo 15: 26; Ef 5: 18). Se a capacidade da pregação fosse humana, ai sim poderia alegar a falta de capacidade (I Co 1: 20; I Co 2: 6- 7). A capacidade ela vem de Deus e se manifesta em nossa vida quando passamos a demonstrar diante de Deus, boa vontade para com as coisas do seu Reino (Sl 101: 6; Atos 13: 22; Jo 4: 23- 24).

Atos 22: 29—Os que estavam para interrogá-lo com açoites se afastaram imediatamente. O próprio comandante sentiu se receoso quando soube que Paulo era cidadão romano, porque o mandara amarrar.

 Quem é enviado pelo Reino de Deus mete medo nos inimigos, e os demônios logo batem em retiradas (Ex 33: 14; Is 45: 2; Jr 20: 11; Mt 28: 18- 20; Atos 18: 9- 10). Os que recebiam salário só para espancar os presos foram saindo do local quando souberam que o homem o qual eles iriam interrogar através da tortura era um cidadão romano (Atos 22: 26; Atos 16: 37- 38). O comandante sentiu-se receoso porque foi imprudente ao mandar espancar Paulo sem saber quem ele era (Atos 22: 27; II Co 13: 8; Ef 4: 25). Isto procedeu do Senhor (Rm 8: 28). O comandante ao saber que Paulo era cidadão romano foi obrigado a tratá-lo com respeito (Atos 22: 28). O senhor havia preparado tudo para que Paulo não tivesse nenhuma dificuldade em dar testemunho da sua ressurreição (Atos 26: 13- 16; Ap 1: 17- 18; Atos 7: 55- 57; Atos 9: 1- 5). A prisão e o julgamento era o caminho que Paulo ia percorrer para dar o testemunho do Senhor Jesus (Atos 21: 8- 11; Atos 20: 22- 23). Para muitos, sofrer por causa do evangelho é utopia (I Co 15: 19; Mt 5: 19- 20; Cl 3: 1- 3). O evangelho da prosperidade não permite pobreza e sofrimento (II Tm 3: 12; Is 8: 20; Ap 20: 15). Com estes tipos de doutrinas (I Tm 4: 1), Cristo jamais será formado no coração do crente (Ez 33: 31). Temos muito que fazer, muito a pregar e muito á sofrer (Sl 126: 5- 6). Meus filhinhos (I Co 4: 15), por quem de novo sinto as dores de parto (Gn 3: 16a), até que Cristo seja formado em vós (Gl 4: 19; Gl 2: 20; Rm 6: 7- 11).       

Atos 22: 30— No dia seguinte, querendo certificar- se dos motivos por que ele vinha sendo acusado pelos judeus, soltou- o e ordenou que se reunissem os chefes dos sacerdotes e todo Sinédrio. Então trazendo Paulo, apresentou- o diante deles.

O comandante preocupado com o seu erro em pré- julgar o apóstolo Paulo, perdeu o sono naquela noite (Jó 4: 13- 14; Mt 27: 16- 19; Jó 33: 14- 17). O comandante só mandou prender Paulo para cessar o tumultuo (Atos 21: 27- 32). Ele não tinha nada contra Paulo que servisse de justificativa para manter Paulo preso (Atos 24: 10- 13). Paulo não tinha violado a lei romana, pelo contrário; o comandante sim violou a lei romana ao prender e amarrar um cidadão romano sem prova alguma (Atos 22: 29). O tumultuo pelo qual o comandante mandou prender Paulo era de questão familiar (Atos 21: 37- 40; II Co 11: 22; Atos 22: 1- 3). Paulo estava naquela situação para ser preso (Atos 20: 22- 23; Atos 21: 8- 11). Era da vontade de Deus que Paulo ficasse preso (Atos 23: 11; Nm 23: 23). Qualquer situação que fosse criado para libertar Paulo não prosperaria (Atos 23: 1- 10). Os romanos não tinham nada para manter Paulo preso (Atos 25: 24- 27). O que o comandante fez? Soltou Paulo e mandou chamar aqueles que o acusavam (Rm 8: 33- 39; Atos 9: 15- 16; Rm 8: 18). Pela vontade do comandante Paulo seria solto (Atos 25: 17- 18; Atos 21: 38), mas pela vontade dos judeus ele seria morto (Atos 21: 36; Ex 20: 13; Atos 26: 9- 10). Tudo que Paulo falasse em sua defesa só iria contribuir para que ele permanecesse na prisão (Atos 25: 10- 12). Como não podia ser solto (Atos 21: 8- 13), e não podia ser morto (Atos 23: 11; Atos 28: 30- 31); a única alternativa foi tirar Paulo de Jerusalém (Atos 23: 12- 33). Paulo estava preso para ser julgado, e o Espírito Santo estava ali para testemunhar Jesus (Jo 15: 26). Lógico que Paulo não queria aquela situação (Atos 21: 17- 26; Atos 24: 10- 12), mas ela era necessária (Atos 28: 11- 31; II Tm 1: 6- 10). Se você tiver que ir para prisão para dar testemunho de Jesus, com certeza você vai parar lá (Jo 15: 21; Lc 21: 12; Mt 10: 17- 18). Ainda que houvesse dia, eu sou (Is 43: 13a). Ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos (Is 43: 13b). Operando Eu, quem impedirá? (Is 43: 13c; Jó 42: 2; Rm 11: 33- 36).

- Pr. Sergio Lopes

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